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Endometriose, a doença da mulher moderna.

Preservação da Fertilidade?

Como mencionado em outra parte do site, endometriose pode levar a infertilidade.

Sabemos que quanto maior o grau da doença mais difícil será conseguir uma gestação espontânea. Mulheres com endometriose leve, se tratadas adequadamente, e a doença não evoluir, tem ótimas chances de, no futuro, quando a gravidez for desejada, conseguir isto de forma natural.

Mas, quando a doença é avançada as dificuldades são maiores. Nestes casos cirurgias extensas ou métodos de reprodução assistida serão necessários.

Dentre as formas da doença que mais preocupam com relação ao potencial futuro de gravidez é o endometrioma (cisto ovariano). Este cisto prejudica o tecido ovariano normal e, quanto maior for, maior o problema. Existem mulheres nas quais, ao remover grandes endometriomas, a quantidade de ovário normal que sobre é tão pequena que não conseguímos mais obter óvulos quando vamos tentar uma fertilização in vitro. Algumas chegam até a parar de produzir óvulos e menstruar (menopausa).

Quando falamos em preservação de fertilidade pensamos em dois aspectos:

O primeiro é o diagnóstico e intervenção (clínica ou cirúrgica) o mais precoce possível, impedindo que a doença avance. Nos casos de cistos de ovário quando estes estão com cerca de 3cm devemos operar para preservar o tecido ovariano normal.

Já em mulheres com doença avançada, com várias cirurgias, em que os ovários já foram operados e que se apresentam, novamente, com endometrioma, devemos pensar no congelamento de óvulos previamente a cirurgia. Este procedimento permite que após a cirurgia, se houver poucos óvulos restantes, possamos contar com a retaguarda de óvulos congelados.

Quais as mulheres mais suscetíveis?

Até hoje, ainda não sabemos ao certo quais são as mulheres que têm maior chance de desenvolver a doença. Sem dúvida as que tem algum parente de primeiro grau com o diagnóstico de endometriose devem ficar atentas, pois tem sete vezes mais chance de vir ter a doença.

Outro fator importante é a nuliparidade, ou seja, mulheres que ainda não tiveram filhos, principalmente as acima de 25 anos. Acredita-se que o estilo de vida da mulher moderna, ou seja, estresse e ansiedade possam estar relacionados à doença, porém, até o momento a relação entre estes fatores e a endometriose ainda não esta provado.

Sabemos que a endometriose é uma doença com componente genético importante. A busca de marcadores genéticos que possam identificar qual mulher esta mais susceptível é de suma importância para que possamos impedir o aparecimento da doença. Diversos marcadores vêm sendo estudados, entretanto, até o momento nenhum foi eficaz em predizer qual mulher esta mais sujeita a ter endometriose.

Em nosso serviço, na Escola Paulista de Medicina-UNIFESP, estamos estudando algumas alterações denominadas de polimorfismos genéticos. A alteração que parece mais promissora é a que se refere ao gene que codifica o receptor de progesterona, chamada PROGINS. Descobrimos que mulheres com esta alteração têm duas vezes mais chance de desenvolver a doença.

Infelizmente outros trabalhos são necessários para que este polimorfismo possa ser determinado como um marcador da endometriose.

Por enquanto, o mais importante é ficar atento aos primeiros sintomas! A cólica menstrual!!

Qual a idade mais frequente?

Em diversos livros podemos ler que endometriose é uma doença que acomete mulheres entre os 25 e 35 anos. Entretanto,sabemos que o tempo entre o início dos sintomas e o diagnóstico definitivo da doença é de cerca de oito anos!!

Portanto, se fazemos o diagnóstico com 25-35 anos e a doença já começou faz tempo! Por isso, acredita-se que a endometriose , em muitos casos, começa na adolescência! O diagnóstico que é tardio!

Jovens com cólicas menstruais de forte intensidade podem ter endometriose. É muito importante que façamos o diagnóstico e comecemos a tratar, antes que a doença progrida!

Quero engravidar, como faço?

A endometriose pode levar a infertilidade, porém, hoje em dia dispomos de inúmeras técnicas de reprodução assistida que podem ajudar a portadora da doença a engravidar. Outros fatores, como o tempo de infertilidade, tratamentos anteriores, se as tubas estão obstruídas ou não e principalmente a idade, devem ser levados em consideração. Após a avaliação de todos estes critérios, podemos decidir qual melhor opção para conseguir a gravidez. Se métodos simples como estímulo da ovulação e coito programado e inseminação artificial ou métodos mais complexos com a fertilização in vitro e ICSI (bebê de proveta).

Se a endometriose é leve, na maioria das vezes, uma medicação para "secar" o processo inflamatório peritoneal, como os análogos do GnRH, podem ajudar a mulher a conseguir uma gestação natural. Óbvio que para isso as tubas devem estar Ok (e o marido também!). SE depois de algum tempo a gestação não acontece podemos pensar na inseminação intra-uterina ou na cirurgia. Poucos casos vão precisar de métodos de alta complexidade.

Já em casos de doença avançada a coisa complica. Na maioria dos casos as tubas estão comprometidas, ai só resta a fertilização in vitro com injeção intracitoplasmática de espermatozóides (FIV/ICSI). Se as tubas estão preservadas pode-se tentar a cirurgia, principalmente se dor for uma queixa importante. Após a cirurgia esperamos, em média, seis meses para que a gravidez aconteça. Se não acontecer, devemos pensar em FIV/ICSI.

Relembrando que, os outros fatores devem ser considerados!

Endometriose tem Cura ?

Em alguns casos sim! Quando a doença é inicial, temos poucos implantes na pelve e todos são superficiais, a doença pode ser curada! Por este motivo devemos sempre pensar no diagnóstico precoce! Quando mais cedo mais fácil obter a cura! Em casos onde a doença é avançada, as chances de cura são menores, porém, podemos controlá-la e manter a mulher livre dos sintomas.

Existe alguma forma de me prevenir?

Não existe, até o momento, uma forma eficaz de prevenir a doença. A melhor coisa a fazer é ficar atenta aos sintomas. Se começar a ter cólicas menstruais ou dor à relação sexual, converse sobre endometriose com seu ginecologista.

Gravidez cura Endometriose ?

Em alguns casos sim! Antigamente acreditava-se que o melhor tratamento para a doença era a gestação, hoje sabemos que a gravidez pode, em casos iniciais, curar a doença e, em casos de doença avançada, melhorar os sintomas. Na verdade o comportamento da doença após a gestação é imprevisível, algumas melhoram, outras ficam curadas e outras ficam do mesmo jeito!

Posso ter filhos?

Sim, você vai poder ter filhos! A endometriose pode levar a infertilidade, porém, hoje em dia dispomos de inúmeras técnicas de reprodução assistida que podem ajudar a portadora da doença a engravidar. Outros fatores, principalmente a idade, devem ser levados em consideração, mas a chance de conseguir um bebê é grande!

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